Domingo, 19 de Abril de 2009

Não morremos !

Caros leitores, todos vocês, três. Não morremos, ainda vivemos. Por motivos de forças nada ocultas o blog continua destualizado. Voltaremos com força normal em julho, até lá, estamos juntando posts.

Agrademos a atenção daqueles que aqui frequetam e a paciência dos que aguardam.

Quarta-feira, 5 de Novembro de 2008

Obama Vader

Será que vai dar pé ?

O primeiro presidente negro dos EUA. Nossa, eu vivi pra ver isso.
Será que vai ter uma revolução? Pelo menos valeu a pena os 20 e tantos meses de comício dele! Será que vai ser um bom governo? Será que vai contornar a crise econômica? Será que apesar de ser a esperança de um mundo melhor, ele não vai se apresentar uma má pessoa ?


Bem a esperança é a última que morre e assim como eu tive esperança com Lula, o que me desapontou um pouco, mas não totalmente, tenho esperança com OBAMA. Ele não é só a chave, ele é o momento da mudança. Se existe algum momento em que os sofridos do povo americano gastarão suas chances de acreditar em alguém, será nesse cara, será nesse governo.
Todos os outros, mesmo que sejam de outras etnias étnicas, tenham vindo de uma família pobre ou quaisquer minorias que possam ser descritas, não terão a mesma confiança da "MUDANÇA" que este cara tem hoje. Qualquer outra pessoa dessas classes se candidatando, mesmo que queira mudar, será encarado como mais um Obama da vida. Duvida? Pergunte pra alguém se aparecesse algum ex-metalúrgico se candidatando a presidente se teria confiança da mudança.

Se vai dar certo, ninguém sabe. Só sei que não temos muita escolha a não ser esperar pra ver.
No entanto, tenho receio em relação ao Obama quanto à lógica de Darth Vader. Alguém em quem todos acreditaram que ele faria bem, inclusive ele mesmo. Queria tanto fazer o bem, que passou a se utilizar de meios forçados para que o bem imperasse. E aí, levado por forças maiores do que qualquer ser humano, foi induzido que o mal era a única solução.

Sexta-feira, 17 de Outubro de 2008

Porque compramos tanto

Fui comprar um celular. Meu celular ainda faz parte daquela época em quer ter uma única cor azul ou verde era o auge das telecomunicações. A única coisa que eu queria era botar uma música em formato .mid pra tocar no celular quando alguém me ligar, só! Perguntei humildemente aos meus compatriotas sobre celulares de baixo preço e com funções mínimas. Fui atropelado com perguntas sobre quantos pixels eu queria na câmera, quantos jogos eu baixo por semana e se 3G era pouco pra mim. Desde quando o celular ficou um papo tão interessante? Conversam sobre modelos de celular, como quem fala dos modelos de carro ou de filmes. Tantas nuances, detalhes, ... “ah, eu gosto daquele que abre lateralmente” “eu gosto do som do WXY8KLIJZZ2-2937”. Tantos modelos e números que por um momento eu pensei se não era eu que estava errado em não saber de um assunto tão ... interessante.

Claro que comprar alivia o stress, satisfaz o ego e dá um sopro de novidades na rotina, mas foi tamanho que eu quase me senti estranho ao perceber que eu estava fora desse universo telecomunicativo. Não estou fora do processo de comprar-para-preencher-carência-pessoal, quase ninguém está livre disso, os livres geralmente estão recitando mantras no exato momento. O ser humano foi condicionado capitalisticamente para isso. É um grande círculo vicioso, primeiro a mídia mostra alguma coisa ruim, vamos pegar algo fácil ... beleza ! Primeiro temos o problema, todo mundo que ser atraente o mínimo para não ficar para titio ou titia. Daí temos em nossa sociedade verdadeiras(os) deusas(es) gregos, que possuem perfeição física. Então a mídia pega esse estereótipo e diz que você pode ser assim por apenas uma graninha no fim do mês.

Horas, algumas pessoas são bonitas por natureza, outras se esforçaram em exercícios físicos e alimentação melhor, mas as pessoas não entravam em depressão por não serem maravilhosos, aceitava suas imperfeições e continuavam.

Mas se eu posso ser aquilo que eu quero, pagando uma graninha para uma lipo, um xampu de extrato bio-pseudo-vegetal, oras bolas, me dá vende esse elixir da juventude aí!

O caso é que como não podemos comprar as coisas mais caras que iriam nos “satisfazer”, aceitamos pequenos prazeres, um celular é um diminutivo do poder de compra e de satisfação de um carro. Se lançarem agora moda de óculos com hastes de ouro e brilhantes, logo venderão hastes banhadas em ouro e vai virar uma febre, porque queremos provar que podemos, queremos enganar os outros e a nós mesmos que somos capazes, nos distanciando do amor próprio, de sentido da vida, da garra atrás de nossos sonhos. Como não concluímos nossos sonhos, concluímos compras de fim de semana, elas servem como uma copo d´agua pra um dia de calor. Refrescam, mas não resolvem por mais de alguns minutos. E como arrumar a casa envolve uma faxina geral, nos contentamos em passar um pano úmido, retirar a poeira, sentar no sofá e ver TV aos domingos.

E agora que já tomei meu “copo d´agua” pra saciar minha vontade de ser escritor, dá licença que tenho comprar uns livros pra saciar minha vontade de ser intelectual.

Quarta-feira, 24 de Setembro de 2008

A fantastica arte da Hipocrisia ou Passeatas para a Paz: Vida e Morte

Me impressiono. Me impressiono com os protestos de uma nação que não nasceu para isso, não nasceu para protestar. Uma nação pobre, pobre de ideais, de idéias e, acima de tudo, de ação. Nação brasileira das outras mil, iluminada ao sol opaco do novo mundo, que deixa morrer suas crianças para só então sair às ruas, em tentativas vãs de reaver um tipo de paz que só haverá até a sepultura de seus filhos.
Me impressiono com a cara-de-pau dos que bradam tanto quanto seus pulmões permitem frases que seriam melhor ditas se assim não fossem e que põem a cara na televisão, juntam as mãos e fingem acreditar no futuro que pregam. Fingem acreditar em boas pessoas, em boas índoles, em soluções rápidas, quando, na verdade, só esperam sentados até que esta lhes caia em suas cabeças descrentes.
Me impressiona também a facilidade com que os gritos se esvaem, sem eco, ocos, perdidos em uma enxurrada de novidades políticas, humorísticas, tecnológicas. A velocidade que traz à tona um punhado de ideais (utópicos, não sob o ponto de vista da aplicabilidade, mas o da solidariedade) sobre a resolução dos mais diversos problemas, é a mesma que os leva embora. O povo esquece, e isso ele sabe fazer de uma forma que já não me impressiona mais.

* * *

Observação importante: a regra culta NÃO me permite iniciar um parágrafo com o pronome átono "me" (e nenhum outro), mas a licensa poética e a minha cara a tapa resolvem o problema da burocracia.

Quinta-feira, 18 de Setembro de 2008

Wile E. Coyote


Esse desenho é demais. É simples, com várias piadas recorrentes, e, o mais interessante para mim, é que a maioria das pessoas é solidária ao Coiote!
Quem nunca riu vendo o coiote tentar abocanhar um pedaço suculento do galo-corredor, que detone a primeira banana de dinamite.
Hoje (uns dias atrás) eu não fui trabalhar - fiquei doente - e passei a manhã na cama vendo desenho. Passou um episódio em que o Coiote tenta comer o Pernalonga. No início, Wile C. se apresenta ao Perna, dizendo-se um gênio, e que iria comer o coelho. Pedia que se entregasse logo para poupar-lhe tempo heheheh
Foi aí que eu percebi que o Coyote é um engenheiro! huahauha Ele inventa várias manobras, equipamentos, estratégias, para conseguir sua comida. Vocês podem falar que os planos dele nunca dão certo, mas os inventos dele sempre funcionam.
Fiquei imaginando se o autor do desenho não quis fazer uma crítica à sociedade americana. Será que ele queria atacar as grandes empresas de engenharia que comiam os pobres trabalhadores, dominando tudo com sua tecnologia? É, eu posso estar roubando um pouco das idéias do teórico conspiracionista Hovo, mas pode ser, não é?

E o fato do Coiote ser tão simpático? Que sentimento é esse que nos faz sentir pena de uma pessoa má?
Bem, eu não penso que o Coiote seja um cara mau. Ele está tentado se alimentar. Coisa comum na natureza... Além do mais, em alguns casos, acho que os autores abusam um pouco da malandragem e forçam a barra para salvar o Papa-léguas.
Eu continuo gostando do desenho - e acabei de lembrar de mais um de seus méritos: não possui diálogos! -. Comecei a gostar mais ainda depois que eu reparei que o Coiote é um engenheiro nato! haahuaah
Essa é pra você Nadson! Comenta aí pow!

P.S.: Essa pérola de poema eu tenho que compartilhar com vocês. Apenas uma estrofe:

Cedo ou tarde
A gente vai se encontrar,
Tenho certeza, numa bem melhor.
Sei que quando canto você pode me escutar.

Letra popular de banda de música sofredora (ou seria banda sofredora de música? ou ainda banda de música sofrível?)

Quarta-feira, 10 de Setembro de 2008

Pensamento

Toda e qualquer discussão invalida seu propósito quando, e somente quando, perde seu foco e passa a ser um embate inútil de ideais imutáveis.

Sexta-feira, 22 de Agosto de 2008

Toda expressão pessoal é idiota

Toda arte é individual. Isso não é inventado por mim, mas sim profetizado por Oscar Wilde. Toda arte é uma expressão da pessoa sobre como ela enxerga o mundo. É usar as próprias palavras para contar as histórias que seus ouvidos escutam.

Nisso está a dificuldade de interpretação. Se eu vejo um mundo verde, mas o expresso em amarelo, uma pessoa que veja o mundo azul, lerá minha expressão em laranja. Não que isso seja regra, mas as regras de probabilidade mostram que a interpretação será múltipla de uma mesma obra.

Nisso, encontramos em certas obras da literatura, que adaptadas pro cinema não conseguem transmitir certas ênfases que nos identificamos no livro. Aí terminamos dizendo, “Filme ruim pacas! / Nada a ver com o livro!”


É claro que não, o filme veio da visão de um homem, e mesmo que ele procure enxergar a partir de nossos olhos, muito ainda será esquecido ou deixado de lado.

( Minha verdade da última semana: Adaptações de livros para o cinema não deveriam ser feitos por diretores de cinema, e sim por marketeiros políticos! )

Aí nós podemos transmitir nossa visão para a política. Apesar de ser uma área supostamente lógica, existe muito sentimento das necessidades envolvido. Um acredita que é mais importante isso do que aquilo, e outro acha que o aquilo é importante, mas o treaquilo é mais urgente, e um terceiro enxerga que se o quaquilo é vital pois irá se exprimir uma escalar evolutiva geométrica pra inibir o quintaquilo e o isso não tem nada a ver com aquilo.

Nossa democracia é vital para a exposição de todas as expressões de visão, mas invariavelmente tende à anarquia interna se não houver um acordo de interesses.

Ah, acordo de interesses leia-se “corrupção”.

Isso mesmo, corrupção !!! Não no sentido do dicionário, de corrompido, depravado, subornado, condizendo a benefícios ilegais em troca de outros benefícios também desonrosos. Mas no sentido de facilitar os interesses de outrem, em troca de uma facilitação em seus interesses.

Não me julguem, não fiz a história!

A miopia na visão estratégica de um governo pode ser encarada como diferenças nessas interpretações e assim para uma resolução efetiva, que acompanhe com a força do Estado, é necessária a corrupção. Pelo menos para atender cada necessidade de uma vez.

Imagine só. Somos dois políticos. Eu acho que a saúde é mais importante que a educação, e você acha o inverso. Temos um mesmo recurso financeiro, sabemos que dividir em dois deixará os dois investimentos fracos, então existe uma corrupção, te facilito agora na educação e no próximo ano você me apóia na saúde.

Claro que estou representando um lado bom da corrupção, mas esse lado que quero enfatizar. Dizer que os jogos de interesses não são tão sujos como se coloca. Interesses altruístas devo relembrar, não estou defendendo os interesses pessoais.

A solução para definir o governo, a corrupção e a sociedade como bons ou maus?
Nunca tive tais pretensões, o que eu gosto de pôr lenha na fogueira. Alguém joga mais um graveto ??